Na primeira parte deste estudo refleti sobre possíveis causas que levam meninas engravidarem. Quero abordar agora sobre a atividade sexual na adolescência, motivos e suas consequências emocionais.
Vimos que problemas
na gravidez são a maior causa de morte entre jovens de 15 a 19 anos no mundo. A
taxa de mortalidade é 2 vezes maior que em gestantes adultas.
A cada dia, cerca de
6 mil jovens de 15 a 24 anos se infectam com o HIV. Isto sem falar no HPV,
gonorréia, candidíase etc. Sem dúvida faz-se necessário mostrar os riscos da
atividade sexual promíscua.
Estas, certamente, são informações preocupantes que justificam o empenho para as campanhas de prevenção, que se estendem para a prevenção de doenças sexualmente transmissíveis.
Grande parte dos adolescentes (e não só eles) trocam de parceiros com frequência cada vez menor. Eles veem o sexo como maneira de namorar, de curtir, vivenciar novas descobertas de sensações físicas. ou de expressar o sentimento ou de exaltar-se perante os amigos . O sexo está na moda entre eles. Presente em suas músicas, em suas conversas, em seus sonhos e muitas vezes em suas pesquisas.
Ai daquele ou daquela
que nunca experimentou e compartilha esta informação! Se não tiver firme com
suas convicções poderá desenvolver uma baixa autoestima e/ou cair em depressão
facilmente.
Há alguns poucos anos
atrás a virgindade era tabu entre os jovens. Normalmente iniciava a prática
sexual no ensino médio ou durante a faculdade. Hoje vemos muitos casos de
meninas e meninos com menos de 14 anos relatando e trocando informações sobre
suas experiências sexuais.
Se lermos sobre o assunto
veremos que os interesses dos adolescentes mudaram muito. Não que não pensem em
constituir uma família ou pensar numa profissão, mas constatamos que o tempo
para se constituir uma família mudou.
Evidentemente, há
muitos casos, como vimos, de meninas engravidando (principalmente as de baixa
renda), contudo, grande parte das mulheres tem deixado o casamento ou a
procriação para mais tarde. Com a entrada das mulheres no mercado de trabalho
seu maior interesse é ter uma profissão e nela ser bem sucedida.
Quanto aos homens,
alguns ainda preferem morar com os pais, outros sozinhos, mas seja qual for o
caso, muitos não sentem a necessidade de casar, apesar de considerar ter
filhos.
Estas mudanças naturalmente
vem ocorrendo como reflexo de outras mudanças. Facilidade em prosseguir com os
estudos, mais oportunidades de trabalho, dificuldades financeiras e,
principalmente, a facilidade de relacionamentos amorosos sem regras morais.
Poucos querem ou param
pra pensar porque os relacionamentos mudaram tanto. É o prazer que importa!
Afinal, a vida é curta e temos mais que curtir! Como saber se o(a) pretendente
será um bom cônjuge se não conhecê-lo sexualmente antes do casamento? E se
depois de casado ele (a) não for "bom (a) de cama?
Sexo antes do
casamento é pecado? Muitos irão responder que sim, outros dirão que depende da
religião. Todavia, mesmo acreditando que é pecado isto não impede ninguém de
fazer.
Bem, se é pecado,
como de fato é, significa que não é bom pra ninguém, apesar de muitos dizerem o
contrário.
Deus não estabeleceu
nenhuma regra que não fosso para o nosso bem e proteção.
A atividade sexual na
adolescência pode conduzir a confusão e aflição emocional, conduz ainda a
relacionamentos vazios, sentimentos de auto-desprezo, baixa autoestima e
depressão. Algumas meninas chegam a se envolver com drogas e a tentar suicídio.
Se fala mais sobre os riscos físicos como os DSTs e gravidez, mas os riscos
emocionais são frequentes e nem sempre a adolescente recebe a ajuda que
precisa.
Debates e estudos
sobre o tema concluem que não há melhor idade para iniciar a prática sexual,
contudo, meninas e meninos precisam estar maduros antes de tomar esta decisão.
Como alguém que crer
que a Bíblia seja de fato a Palavra de Deus e que de Ele nos ama e sabe o que é
melhor para nós, vou além e questiono: por que não esperar o
casamento??? Por que adolescentes
que deveriam estar preocupados com seus estudos, com seu desenvolvimento, em
saber quem é Deus e qual sua vontade, com suas amizades, passam tanto tempo
pensando e/ou fazendo sexo?
Pesquisadores
concluem que o que falta é a orientação em casa por parte dos pais. Concordo plenamente!!
A Bíblia diz: "Ensina a criança no caminho em que deve andar, e,
ainda quando for velho, não se desviará dele" Provérbios 22:6
“Amarás, pois, o
SENHOR, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua
força. Estas palavras que, hoje, te ordeno estarão no teu coração; tu as
inculcarás a teus filhos, e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo
caminho, e ao deitar-te, e ao levantar-te. Também as atarás como sinal na tua
mão, e te serão por frontal entre os olhos. E as escreverás nos umbrais de tua
casa e nas tuas portas”. Deuteronômio 6:5-9
O que tem acontecido
com os pais? Com certeza não são como antes. Não porque deixaram de dialogar
com os filhos, porque mesmo antes muitos pais só falavam e os filhos ouviam.
Precisavam obedecer regras, respeitavam a autoridade dos pais que assumiam a
educação dos filhos.
Hoje em dia, os pais
não sabem como exercer autoridade, sentem-se culpados quando dizem não (mesmo
que seja para o bem deles), receiam receber críticas ruins de outras pessoas,
esperam que os filhos recebam toda orientação que precisam na escola. Os pais
parecem ter medo dos filhos ou de si mesmo, ao se ver constrangido por
não saber como lidar com alguma situação.
Falta-lhe vigor! São
tantas ocupações e preocupações (sustento da família, dívidas, trabalho)! Que
disposição para cobrar as responsabilidades dos filhos na escola e em
casa?
Os filhos, por sua
vez, na sua imaturidade, com seu imediatismo, estão mais fortes (apesar de
fracos), mais persuasivos, querendo o querer do outro, agindo como o outro age.
Cada um preso ao seu
próprio ego, seja pela falta de vontade ou seja para fazer parte de um grupo.
Não há espaço para transmissão de valores, tão pouco de oportunidades que
fortaleçam no adolescente a capacidade de refletir sobre o que é ou
não melhor para si.
Os pais tem julgado
os adolescentes capazes de fazerem o certo, mas se esquecem de que ainda estão
construindo sua identidade, iniciando a sexualidade com todas as alterações
físicas e emocionais consequentes destas fases.
Não, sem a devida
orientação eles não sabem o que é melhor fazer!
Para nós pais fica o
desafio do sacrifício diário de exercer a nossa autoridade dada por Deus na
educação dos nossos filhos, ensinando-os, com amor, através do diálogo, da
disciplina e especialmente através do exemplo, a guardar a Palavra de Deus em
seus coração e aplicá-la em suas vidas, ainda que lhe isto lhe custe
"amigos"ou "críticas negativas".
Só Deus para renovar
as nossas forças e conceder sabedoria para lidar com as exigências de cada fase
dos nossos filhos, "nadando contra a maré", do mundo que estimula a
fazer o contrário do que a Bíblia ensina e do nosso próprio egoísmo e
indisposição.